“Bright”

Elenco: Will Smith, Lucy Fry, Joel Edgerton, Édgar Ramírez, Nadia Sloane…

Direção: David Ayer

Distribuição:  Netflix

Feito por Dávine Cordeiro: ‘Dei nota 7. O filme tem potencial, mas deixou muito a desejar.’

Sabe quando você imagina que duas coisas não podem se misturar e as coisas acabam dando certo?

Eu, por exemplo, nunca imaginei em ver um filme policial e de fantasia de forma tão homogênea, e é justamente essa mistura que é o filme “Bright”.

O filme conta a história do policial Daryl Ward (Will Smith) e Nick Jakoby (Joel Edgerton), policiais que vivem numa Los Angeles moderna habitado por orcs, humanos, fadas, elfos e anões. Neste mundo os Orcs são vítimas de preconceitos diários, vivem em bando escondidos e ninguém acredita que eles sejam dignos de confiança. Para tentar acabar, ou melhor, amenizar com esse preconceito  Ward, humano, e Jakoby, orc, acabam se tornando parceiros. A situação, já delicada, acaba piorando quando em um dia de ronda normal da policia, Ward é baleado por um Orc não capturado, enquanto Jakoby comprava lanches.

Após o ocorrido, há um grande quebra de confiança entre os protagonistas, Jakoby é questionado diariamente onde reside a sua fidelidade, se é com os Orcs ou com Ward e a policia. O dia a dia de ambos fica cada dia mais cansativo,  Jakoby tendo sempre que ficar  provando sua lealdade e Ward sofrendo diariamente a pressão de policiais corruptos e preconceituosos que querem que Ward implante provas para demissão justificada ou mate o seu parceiro Orc.

Os demais personagens são retratados de formas bem caricatas, os Elfos são criaturas da elite, claras, delgadas e indiferentes com os demais. Os orcs, como descritos anteriormente são discriminados, marginalizados e de aparência bem marcante. Há também os Brights,  título do filme, que se refere a um tipo de criatura que possui a habilidade de possuir e utilizar um item mágico muito poderoso sem morrer de forma instantânea, o que ocorre com as demais criaturas ordinárias.  

O filme é dramático e muito intenso em alguns momentos, não é dos melhores, mas consegue manter a audiência interessada para descobrir o desfecho da história principal. Em minha humilde opinião Will Smith não mostra nada além de uma atuação previsível, as pontas soltas deixadas na história e pouca exploração de personagens secundários bem interessantes é bem frustrante e faz o filme decair.

De uma forma geral o filme é interessante, tem uma boa premissa mas ele entra na categoria de trailer melhor que filme (vemos isso em outros filmes, como por exemplo Esquadrão Suicida) e não foi totalmente o que eu esperava. Os pontos altos do filme diria que é a interpretação do Joel Edgerton, que mesmo com a limitação da maquiagem, conseguiu transmitir sentimentos e expressões e a Lucy Fry, que mesmo com pouco tempo de cena e na maioria do filme não falar nenhuma palavra, conseguiu passar uma forte presença e uma boa atuação.

https://i1.wp.com/maisclube.com.br/wp-content/uploads/2018/01/Netflix-Bright-Will-Smith-Joel-Edgerton-770x405.jpg?fit=770%2C405https://i1.wp.com/maisclube.com.br/wp-content/uploads/2018/01/Netflix-Bright-Will-Smith-Joel-Edgerton-770x405.jpg?resize=150%2C150TamiBourbonCríticaBright,crítica,filme,movie,Netflix,Original Netflix,will smith'Bright' Elenco: Will Smith, Lucy Fry, Joel Edgerton, Édgar Ramírez, Nadia Sloane... Direção: David Ayer Distribuição:  Netflix Feito por Dávine Cordeiro: 'Dei nota 7. O filme tem potencial, mas deixou muito a desejar.' Sabe quando você imagina que duas coisas não podem se misturar e as coisas acabam dando certo? Eu, por exemplo, nunca imaginei...Tudo sobre literatura, games, cinema e séries. O seu, o nosso, como um clube de amigos