Tinha que ser Elee?

O misto de “Entrando numa Fria” com o Humor de “A Entrevista” acaba não apenas dando certo, como arranca risos do começo ao fim.

“Tinha que ser Ele?” é a nova comédia com Bryan Cranston e James Franco. Ele não foge do que se espera de uma comédia familiar. Piadas com situações exageradas, um personagem principal que parece a única pessoa sensata no lugar tem que lidar com alguém que claramente tem um parafuso a menos. Mesmo assim, o filme diverte, com bons timings e ótima atuação do elenco como um todo.

A história gira em torno de Ned Flemming (Bryan Cranston) , sua esposa Barb (Megan Mullally), seus filhos Scotty (Griffin Gluck) e Stephanie (Zoey Deutch) e o namorado dela, Laird Mayhem (James Franco). Ned e sua família viajam para a casa de Stephanie para conhecer seu namorado, que revela-se um milionário excêntrico, que passa dos limites para agradar quem ele acredita ser sua nova família. Obviamente, Ned não consegue simpatizar com o namorado de sua filha e a falta de noção de Laird e seu mordomo/secretário, Gustav (Keegan-Michael Key), acaba gerando situações inusitadas, para dizer o mínimo.

Os atores

Bryan Cranston, como não podia deixar de ser, está ótimo no papel. Ele faz um pai de família comum, responsável, que se esforçou para dar uma educação boa para os filhos e se orgulha da filha na faculdade. Contrastando com a figura paterna está o personagem de James Franco, que faz os estilo milionário excêntrico porém de bom coração, e até meio ingênuo, bem similar ao papel que ele fez em “A Entrevista”, deixando aquele cheiro de besteirol americano (como “Todo Mundo em Pânico” e “É o Fim”) no ar. Destaca-se também Keegan-Michael Key no papel de Gustav, o mordomo quase tão excêntrico quanto o seu patrão, que rouba a cena nas poucas vezes em que aparece.

Roteiro Simples, mas que funciona…

Cinco minutos de filme é o bastante para saber as motivações do personagem de todos os personagens. O roteiro é bem simples, direto e até previsível. É várias vezes é possível prever as próximas piadas. Os poucos subplots são resolvidos rapidamente, o que deixa bastante tempo de tela para o crescimento do Ned que precisa superar seu medo do desconhecido, evidenciado pelas suas decisões na vida pessoal e profissional, e o Laird, que acaba se esforçando demais para agradar a namorada e sua família e, como não está acostumado a ter limites, não vê a consequência de suas ações.

Tinha que ser Ele tenta se relacionar todas as faixas etárias, sendo recheado de celebridades novas e antigas, do mundo da tecnologia ao Top Chef. Gene Simons e Paul Stanley (Kiss), Elon Musk, Richard Blais (Top Chef) e o Dj Steve Aoki interpretam a si mesmos no filme.

Não há nada de novo aqui. Dito isso, é uma ótima comédia, que aposta no seguro e acerta como poucas comédias tem acertado recentemente. Apesar de ser previsível, o timing dos atores e as situações que os personagens se encontram geram ótimas gargalhadas e ainda apresenta uma mensagem, a importância de confiar na sua família.

O filme cumpre o que se propõe, ser uma comédia sem compromisso. Futuro clássico da Sessão da Tarde. 9/10

Não, sério, agora com ou sem brincadeiras? Acho que incorporei um pouco do filme

Nota: 7,0

É regular, mas eu gostei!

Confira o Trailer

Tinha que ser Ele
Data de lançamento: 16 de março de 2017 (1h 52min)
Direção: John Hamburg
Elenco: James Franco, Bryan Cranston, Megan Mullally e mais
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA
“É 9 MESMO ESSA BAGAÇA”

Por Ayrton

 

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