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Livro: Sua Secretária: Desfeita
Série: Sua Secretária #1
Autora: Melanie Marchande
Editora: Giz Editorial
Páginas: 256
 
 
Resumo: Depois de cinco anos trabalhando para o sr. Ryan, a paciência de Meghan com as manias e a grosseria do chefe bilionário já está no fim. Não importa que ele seja bonito e sexy...
Para suportar a pressão, ela busca refúgio na leitura de uma série de livros eróticos escritos por Natalie McBride. Torna-se uma fã ardorosa. Tanto que chega a trocar correspondências e confidências com a autora. Usando um pseudônimo, claro...
Mas o mundo de Meghan vira do avesso por causa de uma revelação desconsertante: Natalie McBride, na verdade, não existe. Os livros foram escritos por seu detestável chefe, o sr. Ryan. E tem mais. Ele quer que Meghan encarne o papel de Natalie McBride em eventos de divulgação.
E não é apenas isso que Meg descobre. Ryan tem vários outros interesses. E ela faz parte de todos eles.
A tensão entre os dois aumenta até que um tórrido e complicado caso de amor começa.
Com humor, reviravoltas e cenas sensuais que farão este livro pegar fogo em suas mãos, “Sua Secretária” certamente vai te surpreender, fazer rir e chorar. E corar.
 
Resenha: Quando a Giz nos presenteou com este livro, a primeira coisa que notei foi a qualidade da edição: a capa está linda, a diagramação é simples (como os livros desse gênero pedem), o material de impressão é de boa qualidade e agradável ao toque e as folhas amareladas facilitam a leitura, permitindo que passemos horas com o livro em mãos. Claro que tendo em mãos uma edição tão primorosa, fiquei ansiosa para ler e conhecer um pouco mais sobre Meghan e seu insuportável e irresistível chefe, Adrian Risinger.
Meghan  é, além de protagonista, a narradora da história e seu bom humor é um dos pontos fortes da obra. Sarcástica e positiva, Meghan é o tipo de mulher que não se deixa abalar e sempre vê um lado positivo em tudo. Em resumo, ela é aquele tipo que todas nós gostaríamos de ter por perto. A única coisa capaz de perturbá-la é a proximidade da mãe, com quem tem um relacionamento no mínimo complicado. Meghan é, em suas próprias palavras, gorda, e embora ela não esteja particularmente feliz a respeito, também não é o tipo de pessoa que faz disso um drama. Embora em muitos momentos ela dê um exemplo de aceitação - como quando usa sujas roupas sensuais sem se importar com o que as pessoas poderiam dizer ou como poderiam olhar para ela - é muito claro que ela teria a auto-estima muito mais elevada se não fosse o fato de sua mãe sempre ter passado a vida lhe menosprezando e despejando sobre ela as já conhecidas máximas "nenhuma filha minha devia estar comprando na seção plusize", ou "depois não venha chorar porque ele arrumou uma mulher magra". É muito claro para o leitor - bem como para a própria Meghan - que a sra. Burns se envergonha da filha e faz questão de oprimí-la como uma espécie de "castigo" por conta de sua forma física. Qualquer mulher que já ouviu um comentário indelicado a respeito de sua aparência  - e qual não ouviu? - conseguirá se identificar com Meghan, uma sacada brilhante da autora.
Apesar disso, Meghan, pelo menos no início do livro, aparenta ter uma auto-estima bastante surpreendente. Completamente consciente do valor que seu trabalho tem para o chefe - que antes dela, trocava de secretárias com enorme frequência -, Meghan se permite responder à altura, a todas as provocações do chefe. Ela não leva desaforo para casa e ele por sua vez, acha divertido ter por perto, pelo menos uma pessoa que não se intimida com sua presença ou com os dígitos em sua conta bancária e por isso, provoca conscientemente a funcionária, numa dinâmica interessante, que rende inúmeros momentos divertidos durante a leitura.  
Infelizmente, nem tudo são flores: o início do livro, apesar de divertido, é muito corrido. Entre a introdução dos personagens, a descoberta dos livros de Natalie McBride e a revelação de que na verdade Natalie - com quem Meghan chega a trocar alguns e-mails neste período - não passa de um pseudônimo de Adrian, se passam apenas quatorze páginas. Ficamos com a sensação de que foi tudo feito com pressa, o que compromete um pouco a qualidade da leitura. Também senti falta de uma descrição maior dos personagens, pois sou uma pessoa muito visual e gosto de compor o visual deles enquanto leio. O livro nos fornece descrições muito superficiais: de Meghan por exemplo, só sabemos que é gorda e que tem os cabelos ruivos. Nada mais. Adrian então, é um tiro no escuro. Além disso, é absurdamente assustadora a maneira como Meghan permitiu que toda a sua vida girasse ao redor de um homem que a trata com tamanho sarcasmo. Houveram momentos em que senti vontade de invadir as páginas e tentar fazer a protagonista acordar, pois ela cita, de horas chorando escondida no banheiro devido aos maus-tratos do patrão, até a perda total de seus amigos e de toda sua vida social. Ou seja, sua vida resume-se à Adrian antes mesmo de terem qualquer envolvimento amoroso, numa dependência, que embora seja tratada com naturalidade pela autora, na verdade, não é nada saudável.
Também me pareceu estranha a maneira como ela aceitou, sem nenhuma relutância, se passar por Natalie McBride. Afinal, não é como se isso fizesse parte do contrato de trabalho dela; ela podia dizer não e ainda assim, manter o emprego. Mesmo assim, em nenhum momento a hipótese de ela não aceitar a proposta é levantada. O livro faz parecer que se passar por uma outra pessoa pública em diversas reuniões e eventos de imprensa não é só a coisa mais natural do mundo, como também a mais simples. 
A partir do momento em que os dois protagonistas se envolvem, o livro desanda. Para começar, esse envolvimento é rápido demais. É claro que a autora justifica isso dizendo que ambos já estavam apaixonados muito antes de envolverem, mas ainda assim, é assustador como ambos se tornam quase instantaneamente dependentes um do outro, invadindo seus respectivos espaços, como se tivessem perdido a individualidade. O que vemos não é um relacionamento começando e se desenvolvendo com calma, mas uma paixão fulminante, apressada e cheia de exageros e incertezas. Meghan, ao invés de evoluir, regride: se transforma numa mocinha tipicamente frágil e insegura: perde todo seu bom humor, se tornando maçante ao questionar os sentimentos de Adrian o tempo todo.  Este por outro lado, nos é apresentado como um homem sensível, que desde cedo foi obrigado a vestir a máscara do homem de negócios agressivo afim de comandar os negócios da família e acabou perdendo o controle do personagem e se confundindo com ele. Claro que aliado à isso, ele ainda é o mocinho sufocante, autoritário e romântico que encontramos em 90% dos livros do gênero.
A maior surpresa do livro, sem dúvidas, é o capítulo final, narrado por Adrian, que mostra o relacionamento sob a perspectiva dele. Confesso que gostei muito desse final. Ainda que não tenha tido grandes surpresas, me arrancou alguns suspiros, principalmente ao ver uma certa evolução por parte da personagem, que agora, ao lado de Adrian, parece ter readquirido o bom humor e a personalidade cativante dos primeiros capítulos. Outro aspecto positivo - pelo menos para mim - é que as cenas de sexo, embora sejam empolgantes, não são necessariamente extensas, o que facilita a leitura e permite que a autora desenvolva mais o enredo dos personagens. 
Apesar dos defeitos aqui apontados, para quem é fã de romances eróticos leves e curtos, o livro é uma boa pedida. Recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões. Não deixem de nos contar o que acharam!
 
Nota: 
razoavel
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